depois de muitos contactos daqui e dali, lobbis via sms, e-mail e outras vias para conseguir uma credencial de imprensa para que pudesse fotografar à vontade, desisti e resolvi ir da forma tradicional. ticket à mão.
tinha muita expectativa para ver o Oliver Mtukudzi mas não consegui e fiquei sem entender porque que não se vendeu cd´s dele no dia em que ele actuou!
assim, corri para chegar a tempo dos
340ml que actuaram no Palco Welvitchia e que, para Luanda tinha uma iluminação fora do comum, excelente. sabia pouco sobre a banda, escutei algumas musicas por recomendação dos amigos das tertúlias que depois de uma viagem a Maputo regressaram com essa descoberta. estranhei que a maior parte do público conhecia a banda e os gritos em coro, fizeram com que os músicos em palco sentissem que estavam em casa. e estavam mesmo, pois, surpreenderam com uma agradável surpresa... Conjunto Ngonguenha para um
dueto que quase fez o pessoal delirar.
o Ronny Jordan é cota e sabe como falar (tocar) para e com o público. fez-me lembrar os tempos em Malta, havia um bar de Jazz que frequentávamos mais pelo ambiente cosmopolita do que pela música. o homem que tocava guitarra, sempre que interpretasse Ronny Jordan, punha uma t-shirt com a frase: this is my god!
nos últimos tempos, vi o Nanutu duas ou três vezes ao vivo. o Nanutu, toca, dança duma forma muito própria e fala, na sua vez de ocupar o palco, aproveitou a brecha para falar: queria pedir ao pessoal da zona VIP que fizessem o favor de fazer silêncio, viemos cá todos para assistir ao Festival de Jazz. o público não vip agradeceu e a festa continuou.
quando descobri o
Caipirinha Lounge, descobri também os
Freshlyground durante algumas noites, li e ouvi tudo que encontrei online sobre essa grande banda sul africana... aliás, antes disso nem sequer sabia que tinham sido co-autores do sucesso muscial Waka Waka. os Freshlyground têm na sua vocalista Zolani Mahola um certo destaque não só pela sua voz especial ou pelo seu look tradicional + cool, pessoalmente penso que muito também pela atitude forte que tem em palco. cantou, gritou, dançou, conversou, transpirou e deu-nos um noite incrível. fez bem a organização quando decidiu repetir esta banda da primeira para a segunda edição do festival. por mim, não tenho como evitar, tive um pequeno descuido pela Kyla-Rose Smith a menina do violino... por segundos, achei que pousava só para minha objectiva a medida que tocava, dançava de uma forma que dava gosto e ainda lançava ao ar aquela voz! sempre tive admiração por pessoas que tocam determinados instrumentos e ao mesmo tempo conseguem dançar. fotografei aquele olhar 83 vezes!
ontem, faltei a Lura, ao Gabriel Tchiema, ao Jonas Gwangwa, ao João Oliveira, ao George Benson que hoje se repete, ao Blick Bassy e ao Lenine que faz muito tempo que lhe persigo mas sem sucesso. infelizmente, perdi uma grande noite.
[imagino que deve ser muito difícil organizar eventos do género, mas em todo caso, penso que algumas falhas não deveriam existir. as pessoas que vão a esse tipo de festivais esperam sempre puder comprar cd´s das bandas que actuam, principalmente daquelas bandas que não conheciam mas que ficam maravilhados com o performance em palco.
imagino que deve ser muito caro organizar eventos do género, mas com preços deste nível, vamos continuar a ter um festival assim, só para alguns, e esses alguns que na sua maioria tiveram bilhetes de oferta. queremos um festival cheio porque a boa música não deve ser nunca uma coisa restrita.
o festival é em Luanda e Luanda só tem uma língua oficial, o português. então porque que os bilhetes vêem com aqueles textos de responsabilidade escritos em inglês? o número de apoio que surge no verso pareceu-me ser da África Sul!
mas como ELES não me vão ler, deixemos dessas coisas.]