quarta-feira, outubro 29, 2014
terça-feira, outubro 07, 2014
sou feliz com aquilo que posso...
são quase 5h da manhã, venho do show do mês numa daquelas noites em que a música me fez conversar com os mortos! é muito tarde e tenho tanta coisa para falar sobre a noite mas o cansaço não ajuda... queria escrever sobre o meu pai e os momentos que passamos juntos a ouvir os irmão Kafala, poderia falar-vos do sorriso brilhante ou da racha sensual da cubana (suponho) que acompanhou o cota José Kafala em palco, poderia também escrever sobre a organização que todos os meses sobe as espectativas do evento como se estivéssemos a caminho do melhor orgasmo da nossa vida... mas não me apetece, estou cansado dos sentimentos que essa noite despertou em mim!
depois de sair do show, estive do Rooftop Party e na viagem com o Dj Kulas, não me saia da cabeça o momento em palco do cota Kafala e o Kizua Gourgel. o Kizua representa para mim uma posição de vida, uma posição de teimosia acertada e uma referência da “minha geração” como exemplo de que apesar de tantas dificuldades que passamos é preciso acreditar no sonho e estar firme na decisão daquilo que queremos para nós... sempre gostei de gostar de músicos como o Kizua que me refrescam a mente sempre que lhes escuto e principalmente porque me levam para o lugar da minha maior felicidade: a minha infância em Luanda.
um show que faz isso, é um show que foi muito bom!
quarta-feira, setembro 24, 2014
Song for Someone by U2
dificilmente alguma vez Luanda se vai aproximar de New York, Estocolmo ou Barcelona mas é preciso dizer também que tanto em Barcelona, New York ou Estocolmo dificilmente as coias acontecem como aqui! é uma afirmação radical e propositada para um lugar como este que vive de extremos, que por vezes atingem o limite do absurdo! um lugar que vive quase a velocidade da luz mas onde as coisas acontecem a velocidade dos passos de uma tartaruga, um lugar sujo ruidoso onde se encontram sorrisos sinceros e com a esperança sempre presente!
Luanda é um sarrabulho onde a tristeza e alegria convivem abraçadas, com a surpresa sempre presente em qualquer esquina, um lugar que não existe Time Out, a Le Cool Magazine ou uma New Yorker mas que tem pessoas, que são sem duvida alguma o seu melhor activo.
ontem fui degustar o Luanda Restaurant Week num lugar com nome de Tina, que por si só já ilustra bem os primeiros parágrafos desse post... uma taberna atirada ali no meio do nada com um ambiente rústico em que a simplicidade de coisas aparentemente banais foi valorizada. à mesa, um pequeno grupo de pessoas com diferenças visíveis e invisíveis, onde os gostos, as crenças, os obejctivos de vida algumas vezes se aproximavam e outras se distanciavam... jovens que escolheram Luanda como "casa" definitiva ou temporária mesmo que a casa esteja cheia de problemas estruturais, a verdade é que alguns mantêm-se nessa casa justamente por causa de outras pessoas que por diversas razões alimentam a nossa presença na cidade.
adoro estar com pessoas... e quanto mais diferentes e fora da minha zona de conforto melhor, acredito que isso alimenta-me ao mesmo tempo que me ajuda com os limite da minha própria tolerância, é um exercício de paciência e de honestidade estar perante alguém que nos fala com convicção sobre determinado assunto que discordamos totalmente mas que ainda assim nos apercebemos que no final de tudo aprendemos alguma coisa com essa pessoa por mais ínfima e insignificante que seja.
no final, já nem me lembrava do sabor do Menu Restaurant Week que tinha degustado, nem do aroma vinho... no final, bem no final, só me lembrava dos detalhes do Tina e sem duvida alguma daquelas pessoas que me rodeavam incluindo um dos proprietários do restaurante que no final se juntou a conversa.
isso é Luanda e é por isso que eu te amo!
até 27 de setembro, Luanda Restaurant Week, juntem-se e desfrutem.
quinta-feira, setembro 18, 2014
terça-feira, setembro 09, 2014
segunda-feira, setembro 08, 2014
Blueprint (Momma Loves Me)
muitas vezes quando estou de baixa com a cidade é esta a música que oiço, Jay_Z com palavras que me ajudam a sair da escuridão que muitas vezes essa cidade me leva!
Luanda é escura, aborrecida, é stressante, muito fedorenta, poeirenta, chata, congestionada, ingrata e muitas vezes enganadora... um lugar que poucas vezes nos deixa acreditar que mesmo no fundo do poço é possível ver-se alguma luz!
e dessa vez, a luz veio pela VELA 6911.
Victor Gama e a Orquestra de Câmara Portuguesa, passaram por Luanda, esse lugar escuro que continua a me dar muitas alegrias!
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