quinta-feira, abril 19, 2007

estado mental

tenho a alma faminta

terça-feira, abril 17, 2007

o blog do duarte

na pesquisa no google.pt sobre o palácio de ferro, clickei no blog Duarte na Lunda que me levou para o Duarte em Angola e gostei.
se tiverem tempo dêem uma vista de olhos, poderão encontrar um bagre enorme!

sem passado, ninguém tem futuro

não vivi no tempo colonial, e por muitas histórias tristes que li e ouvi fico um pouco feliz por ter nascido numa época de angola independente. conheço alguns cotas que viveram naquele tempo e independentemente do mau bocado que passaram, sempre que falam daquela época transmitem uma certa satisfação por terem vivido a época, afinal o colono não fez apenas coisas negativas.
positiva ou negativa, a tentativa de apagar a história será sempre um acto que prejudicara futuras gerações que têm o direito de ler, ouvir ou ver como é algo do tempo em que não viveram, por isso mesmo custa-me ver a forma como têm sido destruídos muitos edifícios na minha luanda para darem lugar a novas paredes tecnologicamente mais inovadoras, aparentemente mais bonitas e muito mais caras, mas nem de longe têm a riqueza histórica que as paredes levantadas num tempo em que com toda certeza o meu avo não imaginou ter algum dia um neto publicitário!
não sei se é mesmo uma moda como escrevi neste
neste post ou a vontade que muita gente tem de apagar de uma vez por todas com a marca física deixada pelo colono. e se mesmo as marcas negativas devem ser conservadas de uma determinada maneira, como será possível que alguém autorize a destruição do positivo!

palácio de ferro (foto enviada por e-mail)

por vezes, dá-me aquela impressão que muitos dos cotas não consegue digerir bem o facto de que o passado seja ele positivo ou negativo, não pertence simplesmente aqueles que nele viveram, mas também aqueles que num futuro viverão no mesmo espaço onde este passado foi vivido, afinal não é a toa que hoje existe o museu do holocausto em jerusalém ou o museu do apartheid em joanesburgo, só para citar dois exemplos de demonstração de algum respeito pelas próximas gerações.

"palácio de ferro" (foto tirada a dois dias atrás)

com a onda que anda por ai de partir uma simples casa de primeiro andar para se levantar uma outra de três ou a destruição de edifícios históricos para se erguer as tais ditas torres (muitas das vezes sem se respeitar algumas normas, como a não obstrução da vista do morador do edifício vizinho, mas isso já é tema para um outro post), não será espanto nenhum se dentro de 10 ou 15 anos os únicos edifícios com a marca colonial na cidade de luanda forem o museu da escravatura ou das forças armadas, e mesmo o ultimo com algumas reticencias visto que hoje por alguns mil dólares é possível dar-se o copo de agua de um casamento na fortaleza de luanda, por isso não se espantem aqueles que amanha no lugar do museu encontrarem um novo edifício para festas!
desconfio é, que no passado o cota teta lando quando bem cantou luanda já foste linda, não imaginava que o futuro seria bem pior que aquele presente em que desabafou.

domingo, abril 15, 2007

vai um choco grelhado?

quando era muito mais novo tinha um gosto inexplicável por comida feita na rua, o que me criou alguns problemas com a minha velha. lembro-me do pão com quiteta (mabanga) que comia no intervalo das aulas, os micates ou o frango que por vezes ia comprar ali na fanta.
hoje, esta vontade voltou com tanta força que não consegui resisti-la, fui ao futungo e a paragem para o almoço foi feita ali no mercado do artesanato onde comi um bom peixe.

ANTES



DEPOIS




A SEGUIR

abril, chuvas mil

aprendi esta expressão em portugal, mas por cá penso que abril, mil desgraças se adaptaria melhor.

quinta-feira, abril 12, 2007

+ porque tanta inveja?

parece que a moda pegou, agora cada azul e branco ou candongueiro como nos chamamos entraram na onda de dar um nome ao seu boter (carro). a criatividade com que são escolhidos determinados nomes é surpreendente!

infelizmente a rapidez com que eles andam nem sempre permite o melhor ângulo.

terça-feira, abril 10, 2007

programa para hoje

acabado de despertar, boca, olhos e corpo por lavar, raios solar que tentam com toda força perfurar os espaços das persianas duma janela que durante toda noite observou e ouviu os sons do meu sono. paredes verdes que me rodeiam, mas sem conseguir explicar-me o porque deste meu repentino despertar! afinal hoje tenho pouco o que fazer, uma manha livre como os raios do sol que se fazem sentir do lado de lá daquela janela. prometo-te que hoje não te vou escrever sobre as minhas angustias, da beleza da lua ou sobre a liberdade do mar, hoje apetece-me é falar-te sobre o nada! sim, o nada, aquele que nunca tem ou sempre nada tem para dar mostrar ou ver. ele que acompanha os paços do vento e o único que talvez observa o silêncio, ele que eu tanto gostaria de escutar mas nunca consigo. e tu, já alguma vez prosaste com ele? então diz-me como ele é, a que cheira e com que nome se apresentou. vá diz-me, quem sabe hoje não me cruze com ele pelas ruas desta solidão que insiste em compartilhar comigo os meus passos diários. mas hoje vou tentar não prestar atenção nela e concentrar-me em procurar pelo nada e ma nada.
e prontos, esta decidido o que vou fazer no meu dia de hoje. se tiver sucesso neste meu arrojado programa talvez conto-te alguns detalhes.

necessidade, fome sede
ópio, vicio cio
transfusão de sangue na eminência de um derrame
você
você
na ausência o prazer do regresso
o pudor se envergonha
e o frenesis esta em tudo
num gemido
num arrepio
no orgasmo
no aconchego de um abraço
você e eu
nós
nossa esquizofrenia
sugamos a língua, dentes, lábios músculos e mamilos
quero grita o desejo
carícias a mão só obedecem ao óbvio
na mente luta um átomo de pecado que logo se dissolve com a oração dos corpos
tenho vontade de você...
tenho vontade de você...
tenho vontade de você...
tenho vontade de você...
tenho vontade de você.

danaevontade de você

domingo, abril 01, 2007

terminou a trienal de luanda

melhor, talvez seria impossível.
paulo flores e manecas costa encerraram ontem a primeira trienal de luanda num show que me cuio bwe.







uma plateia alegre e com alguns passos de dança

belas shopping




cartaz de um filme em exibição numa das salas do cinema





sábado, março 31, 2007

sexta-feira, março 30, 2007

para ti, que nunca me lês!

não há uma coisa que se faça por um ser (que se faça verdadeiramente) que não negue um outro. e quando não nos podemos resignar a negar os seres, há uma lei que nos esteriliza para sempre. de certo modo, amar um ser é matar todos os outros.

Albert Camus

quinta-feira, março 29, 2007

aquecimento global

isto pode ser uma prova que aquilo de que fala o ex vice-presidente da américa Al Gore naquelas palestras que tanto cobra, não é brincadeira nenhuma.
ontem, o meu irmão deixou o carro estacionado por baixo do sol durante o período da manha. o cabide que geralmente ele usa para pendurar o casaco ficou no estado que podem ver na foto, totalmente desfigurado de tão alta que estava a temperatura!
isto, também deve servir de aviso aquelas pessoas que gostam de deixar as crianças dentro do carro enquanto vão as compras.

AGORA LUANDA


palavras de José Eduardo Agualusa

tenho de confessar que a informação sobre esta exposição chegou-me através do leitor carlos (a quem deixo um abraço, o mundo hoje é uma coisa tão pequenina!) num comentário que ele deixou no post trienal de luanda.
ontem foi o dia da inauguração no centro cultural português (ate ao dia 15) com o titulo agora luanda, kiluanje liberdade e inês gonsalves mostraram um lado da cidade que temo que o chamado “desenvolvimento” que agora anda por ai faça algum estrago.
afinal, há coisas que devem ser conservadas.

já o documentário mãe ju, realizado também pelo kiluanje e a inês matou-me de tão bom que esta, a montagem a cargo de maria joana esta excepcional. as imagens foram captadas no bairro do sambizanga se na estou em erro, onde fica o bar da mãe ju com o mesmo nome. participaram nele kudiristas como gata agressiva, nacobeta, come todas, puto português, luz que brilha, dama sereia, dj znobia (que tive o prazer de o conhecer pessoalmente ontem), só para citar alguns.
infelizmente o dvd ainda não esta a ser comercializado, mas é uma obra que farei tudo para estar na minha estante aqui de casa.

o olhar atento do mais velho Mendes de Carvalho (Uanhenga Xito)