sábado, julho 28, 2012

Asha, Asha, Asha, Asha, Asha, Asha...

finalmente começou a festa para essa cidade que em muitas coisas tem um crescimento inacreditável, mas que culturalmente nem sempre é assim. 

o super atraso foi uma surpresa para o que a organização nos tinha habituado, e pessoalmente achei que foi um sinal de que algumas coisas este ano não estão muito bem. não é uma questão de exigência, mas quando se tem um passado é impossível não haver comparações. 

não vi o Dj e prestei pouca atenção ao Maceo Parker... para mim o festival começou com Aline Frazão que teve uma apresentação que faz lembrar aquelas coisas que se tornam boas de tão simples que são... uma bateria e duas guitarras acústicas em palco foi o suficiente para ele nos fazer feliz.
 
o Etienne Mbappé irritou-me porque proibiu a captação de imagens numa altura em que já aconteciam algumas coisas estranhas na organização. é um vedetismo exagerado mas que felizmente em palco portou-se muito bem...uma banda muito boa e uma excelente sincronia com a plateia, e na brincadeira lembrou-nos que os Camarões ganharam Angola no futebol, e a plateia respondeu que no basquete Angola ganhou os Camarões, tudo, com boa música a mistura.
   
seguiram-se o angolano Tóto e a cabo vendeana Carmen Souza, que na manhã da conferencia de imprensa demonstrou uma grande simpatia ao ponto que arrisco em dizer que é dela o sorriso mais lindo do festival. em palco penso que o público não compreendeu a Carmen porque inexplicavelmente não entenderam que ela queria a gente em pé e dançando! algumas vezes, é também do público a responsabilidade de contribuir para que a performance do musico atinja o momento. o Tóto teve na sua apresentação um público que compreendeu desde o inicio que estava ali para se divertir e não para assistir o dvd de um concerto.
    
num festival o tempo custa caro, o que significa que os atrasos acabam sempre por afectar tudo. a demora que se fez para o inicio da primeira actuação acabou por afectar tudo o resto, e no final da Cármen Souza já se via muitas desistências e outros tantos dormindo nas cadeiras...na verdade programar a Asha para actuar as 2h:00 da manhã depois de um Dj é um pouco estranho. mas como os grandes músicos nos despertam de qualquer que seja a mal disposição, a Asha fez aquilo que sabe da melhor forma; divertiu o público e deu-nos uma das melhores noites que estive presente no cine atlântico. pessoalmente, surpreendeu-me o a vontade do público...muitos conheciam as musicas do inicio ao fim e pediam outras... ela respondia com sorrisos, uma conversa amigável e muita dança. foi do melhor, e não tenho receio em afirmar que o show da Asha salvou a organização de muitas coisas que ontem não correram bem, simplesmente porque as pessoas esqueceram-se de tudo!