terça-feira, março 25, 2008

Alfredo Hervías y Mendizábal*

As nossas vidas são entrelaçadas por uma série de acontecimentos. Muitos provocados por atitudes que nem sempre são da nossa responsabilidade. Por sua vez, essas atitudes têm origem em decisões que nem sempre são tomadas por nós. Outros as tomam, antes mesmo de lhes darmos qualquer indício de livre arbítrio. Os medos, os receios e as inseguranças podem servir como detonantes. E são perfeitamente identificáveis, se tivermos coragem de efectuar um trajecto regressivo, olhando ao microscópio a nossa própria história. Normalmente, não apetece. Daí que a imaginação e os sonhos gozem cada vez de maior protagonismo, estimulados por uma sociedade de consumo, eficaz geradora de expectativas e de desejos, a maior parte deles estéreis.

Quem não teve vontade de começar de novo? Nem sempre é fácil. Porem, é bem mais exequível do que tão brilhantemente pretendemos contra-argumentar. E pode não ser preciso uma mudança radical; às vezes, bastam ligeiros ajustes, como num carro desleixado.
(…)
*cronista da revista Tabu

1 comentário:

ziza disse...

Mudança: essa palavra é boa.
Não podemos ter medo dela.

Teu blog é show.